Forsítia: 7 ideias para associar no jardim

Forsítia: 7 ideias para associar no jardim

belas cenas, em todas as estações

Resumo

Modificado 0,01  por Jean-Christophe 7 min.

A forsítia é um dos arbustos emblemáticos da primavera. Apreciada pela sua floração amarela que ilumina os primeiros dias soalheiros, é-lhe por vezes apontada uma certa banalidade. No entanto, existem múltiplas formas de a valorizar, escolhendo-lhe plantas companheiras adequadas. Ideal em sebe, pode também encontrar o seu lugar num canteiro de arbustos ou de plantas perenes, bem como numa rocária. Pode igualmente utilizá-la como suporte para plantas trepadeiras, e jogar com a sua folhagem, verde-tenra ou matizada, que avermelha no outono em algumas variedades. Arrisque, por fim, a originalidade de uma forsítia de floração branca!

Descubra as minhas 7 ideias de associações para acompanhar ou prolongar o interesse deste arbusto tão versátil!

Dificuldade

Um canteiro primaveril repleto de cores

Todas as forsítias associam-se maravilhosamente com os bolbos de floração precoce, como os Açafrões, os Jacintos, as Tulipas ou os Narcisos. A mistura do seu amarelo luminoso destaca-se particularmente bem sobre um tapete de flores azuis ou lilás. Este pode ser enriquecido com toques de amarelo, que recordam o tom do arbusto, ou iluminado por bolbos de floração branca. Experimente, por exemplo, a variedade ‘Mikador’, de pequenas dimensões, sobre um tapete de Anémonas gregas ‘Blue Shade’ ou de Crocus ‘Firefly’. Alguns tufos de Narcisos ‘Dutch Master’ ou ‘Barrett Browning’ e a primavera desperta com alegria!

Entre as perenes, experimente os Heléboros, muitos dos quais ainda estão em flor nesta época, ou então as Bergénias. O efeito vaporoso de alguns tufos de Brunera traz um toque de leveza ao conjunto, a menos que prefira o poder tapizante das Pulmonárias. A folhagem destas perenes é, além disso, muito decorativa e prolonga o efeito decorativo depois de as florações terem passado.

Associações de folhagens e de flores num canteiro de arbustos

Os canteiros de arbustos permitem criar belos conjuntos num jardim, como por exemplo para marcar um ângulo. Associe as folhas verde-vivo de uma grande Forsítia ‘Spectabilis’ com folhagens escuras, como as do Physocarpus ‘All Black’ ou do Sabugueiro ‘Black Lace’. O Bérberis ‘Bagatelle’, com folhagem púrpura muito escura e porte modesto, utiliza-se em primeiro plano, para cobrir a base da forsítia.

A folhagem luminosa, verde variegada de amarelo da Forsítia ‘Golden Times’ faz maravilhas em contraste com a do Cotinus ‘Royal Purple’, de púrpura violácea. Para acentuar os efeitos de folhagem, acrescente a nota laranja acobreada das folhas jovens de uma Espireira ‘Goldflame’ de porte compacto. Igualmente muito denso, o Photinia ‘Chico’ apresenta uma folhagem persistente com tons que vão do vermelho ao acobreado, bela em qualquer estação. O cinzento e o prateado permitem ligar as outras cores ao mesmo tempo que as valorizam. Opte pelas folhagens persistentes do Elaeagnus ebbingei ou do Mato-branco ‘Azureum’. Caducifólio, o Barba-azul ‘Sterling Silver’ oferece ainda uma floração outonal cujo azul cria um belo contraste com as forsítias de folhagem variegada.

As florações permitem também belas combinações. Entre os arbustos que florescem ao mesmo tempo que as forsítias, a escolha é vasta. Podem citar-se as Andrómadas, as groselheiras de flor, as giestas precoces ou ainda os marmeleiros do Japão.

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Uma sebe variada e florida

As Forsítias são arbustos notáveis para sebes, mas em vez de as utilizar em sebe podada e monótona, é preferível deixá-las desenvolver um hábito mais livre, misturando-as com outras espécies. Obtém-se assim uma sebe que evolui ao longo das estações, trazendo cores e perfumes durante longos meses. Em todos os casos, integre sempre cerca de 1/3 de arbustos de folhagem persistente, de forma a manter ritmo na sebe, mesmo no inverno.

Escolha arbustos que florescem ao mesmo tempo que as Forsítias, como a Espirea de Thunberg, os Marmeleiros-do-Japão, cujas flores em tons de branco, vermelho, rosa e até camurça surgem igualmente sobre a madeira nua, as Amendoeiras-de-flor como Prunus triloba, com os seus pompons rosados muito dobrados, ou ainda os Loropétalos-da-china, cuja bela folhagem persistente e colorida de púrpura se adorna de flores exuberantes.

associar a forsítia em sebe

Um exemplo de associação em sebe: Forsythia, Spirea thunbergii, Prunus triloba, Loropetalum chinense ‘Pipa’s Red’ e Chaenomeles speciosa ‘Cameo’ (@Minier)

Para prolongar o interesse decorativo da sebe, selecione arbustos com floração mais tardia. A escolha é muito ampla: Deutzias, Abélias, Viburnos (alguns dos quais muito perfumados), Weigélias, Laranjeiras-do-México, Lilases ou ainda Filadelfo.

Pense nas folhagens das Árvores-da-peruca, dos Fisocarpos, dos Eleagnos, ou na dos Cornisos variegados (cujos ramos coloridos fazem companhia às Forsítias na estação fria).

Procure intercalar a Forsítia de forma a não a afogar noutras folhagens do mesmo verde. Varie os prazeres instalando uma variedade de folhagem uniforme e outra variegada como ‘Kumsun‘. Escolha um número limitado de espécies e repita o ritmo de forma aleatória, sob pena de obter um resultado um pouco artificial. Uma plantação em quincôncio permite mesmo colocar as Forsítias maiores no fundo e as de desenvolvimento mais modesto, como ‘Mêlée d’Or‘, entre dois outros arbustos, em primeiro plano.

Uma rocalheira ao sol

As forsítias de dimensões modestas e porte espalhado, como a ‘Marée d’Or‘ e a ‘Minigold‘, adaptam-se bem ao jardim de pedras. Acompanhe a sua floração primaveril com pequenos bolbos como os açafrões, os lírios Reticulados, as uvas-de-jacinto ou o pequeno alho-dos-três-cantos, privilegiando os tons azuis, lavanda ou brancos. Plantas perenes rasteiras ou pequenos arbustos tomam depois o testemunho para trazer cor durante a estação quente. Os flox (em especial os divaricata ou subulata), os erígeros e os séduns, bem como as sálvias-de-Jerusalém, as estevas, as alfazemas e as santolinas de folhagem cinzenta, assim como as gramíneas de pequeno porte, acompanham a forsítia depois de terminada a sua floração. Por fim, algumas suculentas como as sempre-vivas podem acrescentar um toque exótico. Plante-as em tapete, na base do seu arbusto por exemplo e depois, conforme o tamanho do seu jardim de pedras, em pequenos apontamentos aqui e ali.

associar a forsítia

Um exemplo de associação num jardim de pedras: Forsythia ‘Marée d’Or’, pequenos narcisos amarelos (como o ‘Baby Moon’ por exemplo) e uva-de-jacinto, Festuca ‘Intense Blue’ e Sedum reflexum ‘Angelina’

Uma cena outonal em tons quentes

As forsítias são as rainhas da primavera, mas algumas oferecem ainda cores mais quentes no final da estação. Sem roubar o protagonismo às estrelas do outono, belas variedades, como por exemplo ‘Citrus Swizzle‘ e ‘Mêlée d’Or‘ podem completar uma composição de fim de estação. Estas duas forsítias, de cerca de 1 m em todos os sentidos, vestem-se com efeito de belos reflexos púrpura a violáceos.

Apoie as suas silhuetas junto a exemplares maiores que flamejam quando os dias encurtam, como o amelenquer-de-Lamarck, a cárpea ‘Orange Retz’, ou a parrótia (a reservar para jardins mais espaçosos). Os evónimos alados, alguns viburnos e os bordos-japoneses (em solo leve e drenado) estão entre os outros grandes clássicos. Acrescente gramíneas cujas espigas douradas brotam como feixes que dançam ao vento. Algumas, como o Miscanthus ‘Malepartus’ ou o ‘Ghana’, têm uma folhagem que se transforma em tons de púrpura, dourado e castanho de grande beleza. Instale tufos de rabo-de-raposa ‘Little Bunny diante da sua forsítia, e complete com a floração de perenes de floração tardia como os ásteres, as anémonas-do-japão, as persicárias, os séduns ou os gerânios perenes. Ao pé da sua composição podem emergir tufos de bolbos que aguardam o outono para dar o melhor de si. É o caso, por exemplo, dos cólquicos.

Um tutor vivo para plantas trepadeiras

Os arbustos são suportes ideais para as plantas trepadeiras, e as forsítias não são exceção. Entre as trepadeiras a associar-lhes, adote sem hesitar as clematites, tendo o cuidado de selecionar variedades de tamanho adequado. As de floração invernal, como as encantadoras Clematis cirrhosa, florescem antes do arbusto e ornamentam os seus ramos nus com elegância. As clematites de floração primaveril permitem belas associações, quando as corolas da trepadeira e do arbusto se misturam. Combine, por exemplo, as flores azul-violeta da Clematis alpina ‘Blue Dancer’ com as flores amarelo-dourado da Forsythia ‘Week-end’. Outra vantagem: as clematites deste grupo podem ser podadas ao mesmo tempo que o arbusto. Para prolongar o interesse decorativo, as clematites de floração estival são a escolha ideal. As suas flores abrem-se depois de as do arbusto já terem murchado. Com grandes flores simples como ‘Jackmanii‘, bicolores como ‘Souvenir du Capitaine Thuilleaux‘ ou ainda perfumadas no caso das Clematis integrifolia, a escolha é muito vasta. Para não cometer erros na altura da poda, descubra no nosso artigo como podar as diferentes clematites.

Entre as outras trepadeiras a instalar numa forsítia, as trepadeiras anuais de crescimento rápido permitem criar uma decoração cheia de encanto para toda a estação. Fáceis de semear e de cultivar, o seu modo de crescimento deixa-o livre para podar o arbusto sem risco de comprometer a sua floração. Descubra a seleção das 10 melhores trepadeiras anuais, para fazer trepar na sua forsítia.

Uma forsítia em vestido de noiva

Embora botanicamente não tenha nada a ver com os anteriores, o Abeliophyllum distichum é vulgarmente chamado forsítia-branca da Coreia. As suas flores assemelham-se, de facto, muito às da forsítia, mas são brancas ou mais rosadas na variedade ‘Roseum‘. Tão fácil de cultivar como os seus ‘primos’, oferece ainda um agradável perfume a amêndoa no final do inverno ou início da primavera. Com cerca de 1,50 m de altura e igual largura, traz originalidade numa sebe baixa ou num canteiro de arbustos. Para floração simultânea, plante-o acompanhado de verdadeiras forsítias de dimensões semelhantes, como por exemplo a variedade ‘Golden Times’, de folhagem variegada, de marmeleiros-do-Japão, da giesta-de-primavera ‘Albus’ ou da espirea-de-thunberg, ambas também de floração branca, ou ainda do Prunus triloba ‘Multiplex’, com os seus pompons cor-de-rosa tão frescos. Não se esqueça de intercalar arbustos de folhagem persistente como a de algumas abélias, do ceanoto ‘Trewithen Blue’ (em clima ameno), das laranjeiras-do-México com perfume cítrico, dos eleagnos que perfumam no outono ou das fotínias de folhagem variável. Aposte em 4 a 6 espécies diferentes e repita a sequência de forma um pouco aleatória.

Num canteiro, encoste-o a um arbusto maior que se colore de amarelo no outono, como um sanguinho ‘Winter Beauty’ ou um ginkgo anão ‘Mariken’. Os seus tons púrpura destacam-se então na folhagem dos vizinhos. Acentue o efeito acrescentando o rosa de um Euonymus alatus ou o laranja-arroxeado de um Euonymus planipes. Jogue também com os contrastes nas formas de folhagem com a dos sumagres ou das árvores-da-peruca (que oferecem ainda uma magnífica floração primaveril e estival colorida). Resta apenas pontuar a cena com gramíneas e plantas perenes de floração tardia para uma cena de fim de estação inesquecível!

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Forsítia: ideias para a combinar