Resumo
O leucadendro em poucas palavras
- O leucadendro é um arbusto persistente de aspeto muito exótico
- A sua folhagem fina, que muda ao longo das estações, é particularmente elegante
- Da primavera ao verão, seduz pelas suas magníficas brácteas florais muito coloridas e singulares, evocando estrelas
- Muito sensível ao frio, encontrará facilmente o seu lugar nos jardins meridionais, secos ou à beira-mar
- Fora das regiões mais amenas, cultiva-se em floreira ou em vaso grande e mantém-se ao abrigo das geadas durante todo o inverno
A palavra da nossa especialista
O leucadendro é um arbusto persistente de aspeto muito exótico, apreciado pela sua longa floração que se estende da primavera ao verão, e pela sua folhagem mutável de cores notáveis. Nada a ver com o jogo Miramagia, os vales de Leucadendron e a sua comunidade mágica!
É uma planta sensacional, prima das Proteas, cada vez mais utilizada em composições de inspiração contemporânea ou mediterrânea.
Oferece uma floração em longas brácteas muito vistosas, adornadas de tons quentes e mutáveis, como nos Leucadendron ‘Safari Sunset’, Leucadendron ‘Sundance’, Leucadendron ‘Jack Harre’ ou ainda no suntuoso Leucadendron ‘Fireglow’. O Leucadendron argentum distingue-se por uma folhagem prateada e aveludada muito bonita.
Forma um arbusto de dimensões modestas, com 1 m a 2,50 m de altura e largura em condições favoráveis. Originário da África Austral, este arbusto muito sensível ao frio instala-se de preferência em jardins costeiros poupados pelas geadas fortes, ao abrigo do vento.
O cultivo em vasos grandes é imprescindível fora das zonas mais amenas do nosso país; nesse caso, deverá ser recolhido ao abrigo das geadas logo aos primeiros frios.
Particularmente adaptado ao clima mediterrâneo, aprecia o calor, o pleno sol, e exige, para se desenvolver plenamente, um solo pobre e bem drenado.
Com o seu aspeto muito gráfico, trará muita originalidade a grandes taludes ou a jardins à beira-mar, tanto isolado como em canteiros.
Descubra sem demora este arbusto que saberá trazer o toque de originalidade ao seu jardim!
Descrição e botânica
Ficha de identidade
- Nome latino Leucadendron
- Família Proteáceas
- Nome comum Árvore do Cabo
- Floração fevereiro a agosto consoante as variedades
- Altura 1 a 2,50 m
- Exposição Sol
- Tipo de solo Pedregoso (pobre e drenante), ácido a neutro
- Rusticidade -5°C
O leucadendro é um arbusto ou subarbusto da família das Proteáceas endémico da região do Cabo da Boa Esperança na África do Sul, donde vem o seu nome de “árvore do Cabo”, da Austrália e da África do Sul. Cresce espontaneamente nas estreitas faixas costeiras e montanhosas (fynbos) de clima mediterrânico.
O género conta com cerca de 80 espécies (Leucadendron argenteum, Leucadendron salignum, Leucadendron laxum, Leucadendron loreolum) que deram origem a magníficas cultivares (‘Safari Sunset’, ‘Sundance’) e híbridos hortícolas (Leucadendron laureolum x salignum) resultantes de diferentes espécies arbustivas de leucadendros.
Forma um arbusto denso, ramificado, ereto, arredondado ou alongado consoante as variedades, atingindo de 1,50 a 15 m de altura no seu meio natural. Nos nossos jardins, raramente ultrapassará os 2 a 2,50 m de altura, com envergadura semelhante em condições favoráveis.
Esta planta lenhosa e ramificada desenvolve uma bonita folhagem persistente. Os múltiplos ramos delgados, por vezes notavelmente coloridos de vermelho, apresentam folhas inteiras, lineares a acuminadas, de forma oval a elíptica, com cerca de 10 cm por 2,5 cm, dispostas em espiral ao longo dos ramos. São macias ao tato, de cor verde na rebentação, por vezes marcadas de vermelho escuro nas margens e cobertas de uma pruina cerosa. O Leucadendron argenteum distingue-se pela sua folhagem fortemente prateada, aveludada e sedosa.
Esta folhagem, que não falta em elegância, adquire por vezes belas tonalidades púrpuras em plena floração.

As folhagens dos leucadendros não faltam em elegância! (L. argenteum, prateado e aveludado / L. salignum ‘Chief’)
O leucadendro é apreciado pela sua floração muito prolongada, de aspeto exótico, tão abundante quanto sensacional. A partir do final do inverno, geralmente de fevereiro a setembro consoante os nossos climas e as variedades, grandes flores solitárias surgem como que “pousadas” nas extremidades dos ramos. O principal atrativo deste arbusto não é a sua flor, mas sim as brácteas coloridas e elípticas que a rodeiam. As pequenas flores estão reunidas em cone globoso verde, amarelo vivo ou ainda vermelho-alaranjado, envoltas numa gola de longas brácteas cerosas, de ponta afilada, muito coloridas, imbricadas e dispostas em estrela.
Estes capítulos terminais desenvolvem-se em forma cónica, esférica, em vaso ou em taça consoante as espécies e variedades. Estas brácteas florais são dioicas, ou seja, distinguem-se plantas macho e fêmea: os exemplares macho são mais vistosos e formam inflorescências redondas, luminosas e brilhantes, bem visíveis na folhagem.
As brácteas, frequentemente perfumadas, difundem um aroma a levedura. Oferecem colorações muito vivas que por vezes variam ao longo do tempo, passando do amarelo ao alaranjado, do verde ao púrpura, do vermelho violáceo ao amarelo pálido (Leucadendron ‘Sundance’), conferindo a esta floração um aspeto verdadeiramente flamejante.
Proporcionam flores de corte de grande durabilidade em vaso, ideais para composições de inspiração contemporânea. Podem ser secas e são muito utilizadas em floricultura.

O leucadendro apresenta pequenas flores em cone globoso envolvidas por uma gola de brácteas coloridas
Após a floração, o fruto surge sob a forma de um cone lenhoso e escamoso que encerra numerosas sementes. Como todas as Proteas, as sementes do leucadendro precisam do fogo para germinar: a sua reprodução no meio de origem só é possível com a passagem de um incêndio natural.
O leucadendro é um arbusto muito sensível ao frio (os exemplares adultos são destruídos a partir de -8 °C). É uma planta de clima muito ameno que se instala em plena terra de preferência em jardins costeiros poupados pelas geadas severas. A cultura em vasos grandes é preferível fora das zonas mais amenas do nosso país, pois será imprescindível recolher a planta ao abrigo com as primeiras geadas.
Principais espécies e variedades
Os mais populares
Leucadendron Safari Sunset
- Período de floração Maio à Outubro
- Altura à maturidade 1,50 m
Leucadendron Fireglow
- Período de floração Março à Maio
- Altura à maturidade 1,50 m
As nossas preferidas
Leucadendron Sundance
- Período de floração Abril à Junho
- Altura à maturidade 1,50 m
Leucadendron Jack Harre
- Período de floração Junho, Julho
- Altura à maturidade 1 m
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Plantação do leucadendro
Onde plantá-lo?
O Leucadendron é uma planta de clima muito ameno, particularmente adaptada ao clima mediterrânico. É um arbusto pouco rústico que, uma vez bem estabelecido, pode tolerar geadas passageiras da ordem dos -5/-8 °C em solo seco. Os exemplares jovens deverão, em contrapartida, ser protegidos das geadas durante os primeiros anos. Instala-se de preferência em plena terra nos jardins costeiros poupados pelas geadas intensas. Suporta bem a maresia. Fora dessas zonas mais amenas, em especial nas regiões mais húmidas e mais frias, o cultivo em vasos grandes é obrigatório, de modo a poder guardar a planta sob abrigo no inverno.
Exige uma situação bem aberta a pleno sol e bem abrigada dos ventos. A sua folhagem oferece as cores mais belas em condições quentes e secas. Instala-se num solo leve, pobre, bem drenado, filtrante, de preferência ácido, fresco a seco no verão. O seu cultivo pode ser delicado em solos demasiado ricos. Durante o calor estival, aprecia um solo muito ligeiramente húmido junto às raízes. Evite os solos argilosos ou demasiado humíferos e calcários.
Fica sensacional isolado, nos grandes taludes ou ao fundo dos canteiros exóticos, ou ainda em vaso na esplanada. Com o seu gosto por uma certa acidez, causa sensação em companhia de arbustos de terra de urze.
Quando plantar um Leucadendron?
Plante o Leucadendron de preferência na primavera, de março a junho, para permitir um bom desenvolvimento das raízes.
Como plantá-lo?
Em plena terra
O Leucadendron exige um solo bem drenado.
- Cave um buraco pelo menos 3 vezes maior do que o volume do torrão
- Trabalhe bem o solo para o soltar
- Faça uma boa drenagem com areia de rio ou cascalho no fundo da cova
- Plante numa mistura de terra de folhas, terra de urze e areia muito grossa não calcária
- Tape o buraco, compacte ligeiramente
- Forme uma pequena bacia que reterá a água
Em vaso
Prefira vasos de barro. O substrato deve ser suficientemente drenante para evitar a estagnação de água ao nível das raízes.
- No fundo de um contentor perfurado com pelo menos 50 cm de diâmetro, estenda uma boa camada de drenagem (cascalho ou bolas de argila expandida)
- Plante numa mistura composta por 1/3 de terra de urze, 1/3 de areia grossa não calcária ou pozolana e 1/3 de terra vegetal
- Regue abundantemente na altura da plantação e, posteriormente, sem excessos
→ Saiba mais sobre o cultivo do Leucadendron em vaso na nossa ficha de cultivo!

Leucadendron ‘Jack Harre’ com as suas soberbas inflorescências cor-de-rosa e vermelhas
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10 plantas exóticas e rústicas para jardim SelvaCuidados com o leucadendro
O leucadendro é uma planta cujo cultivo é um pouco delicado, mas que, instalado nas condições que lhe convêm, quase não requer atenção.
Em plena terra
Nos dois primeiros anos, é necessária uma rega regular. No verão, regue bem de vez em quando em caso de calor intenso. É necessário garantir que o solo se mantém fresco nos meses quentes. Uma vez bem enraizado, revelará resistência à seca. Cubra o solo eventualmente com uma camada de casca ou de agulhas de pinheiro, que manterá a acidez e uma ligeira frescura no solo.
É um arbusto sensível ao excesso de fosfatos e nitratos; evite dar-lhe adubo.
Para manter um hábito denso e bem ramificado, pode drasticamente a extremidade dos ramos em 1/3 no fim da floração.
Consoante a região, proteja a planta com uma dupla manta de proteção ou leve o vaso para uma estufa fria antes do inverno.
Em vaso
Regue regularmente e com moderação durante a boa estação, deixando secar o substrato entre duas regas. Logo aos primeiros sinais de frio, leve o vaso para um local sem gelo, não aquecido (a cerca de 10 °C).
Regue com parcimónia com água sem calcário.
Doenças possíveis
Cultivado em condições de cultura adequadas (exposição ao sol, local bem arejado, solo bem drenado), o leucadendro mostrará pouca sensibilidade às doenças. Teme essencialmente a podridão das raízes.
Multiplicação
Para multiplicar o seu leucadendro, a estaquia no final da primavera ou no verão é a melhor técnica. A sementeira desta planta austral é complexa, pois a quebra de dormência das sementes requer a passagem do fogo.
Fazer estacas
- No verão, com uma tesoura de poda, retire caules ainda verdes sem flores com cerca de dez centímetros de comprimento
- Retire as folhas da parte inferior
- Transplante para uma mistura de areia e terra de urze
- Coloque-as em ambiente fechado a 25 °C, cobrindo com um saco de plástico
- Depois de as plantas estarem enraizadas, deixe-as endurecer durante três semanas a 12/15 °C
- Coloque as estacas em viveiro em vasos ao abrigo do gelo até à plantação na primavera seguinte
Associar
Com as suas grandes flores curiosas em forma de colar de bractéias notavelmente coloridas, o leucadendro integra-se na perfeição em jardins de inspiração contemporânea ou mediterrânica.
Num jardim exótico do sul, pode ser plantado isolado ou associado num talude árido, à grande férula, aos agaves, às cordilinas e aos massarocos-gigantes igualmente frugais. Pode ainda ser associado a plantas que apreciam as mesmas condições de cultivo, como o trovisco-macho, a eufórbia-melífera e a Nolina siberica.

Uma ideia de associação num talude árido: Leucadendron (‘Safari Sunset’ por exemplo), Agave americana e Senecio mandraliscae
Com as suas primas as Proteáceas (grevílea, protea-rei), formarão esplêndidos canteiros coloridos sem necessidade de manutenção.
Para um efeito sensacional, plante-o perto do arquitetónico Melianthus major e de uma iuca-azul. Pode igualmente associá-lo à folhagem azulada de uma palmeira azul do México (Brahea armata) e às florações azuis dos ceratostigmas (plumbaginoides, griffitii).
O seu gosto por uma certa acidez fará com que aprecie, em canteiro, a companhia de plantas de terra de urze como os leptospermos, as urzes arbustivas, as camélias, as azáleas, os rododendros e os bordos do Japão.
Recursos úteis
- A mais bela coleção de leucadendro está na nossa loja!
- Para descobrir em vídeo: O leucadendro
- Descubra os nossos conselhos para saber como podar o leucadendro?
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