Resumo

Modificado em 19 de março de 2026  por Ingrid 5 min.

O taro é uma magnífica planta tropical que se revela robusta, vigorosa e, por vezes, até rústica, consoante as variedades. A sua bela folhagem exuberante, verde ou negra, confere um toque exótico ao jardim e ao terraço. Esta planta perene, conhecida também como “orelha-de-elefante”, aprecia particularmente os locais húmidos e embeleza magníficamente as margens de um lago. Também pode ser cultivada em vaso ou no interior das nossas casas.

Descubra 6 ideias para combinar o taro no jardim, junto de um lago, no terraço ou dentro de casa.

Dificuldade

Nas margens de um lago de jardim

O taro é uma planta que aprecia particularmente os solos húmidos e encharcados. Com a sua bela folhagem exótica, decorará na perfeição uma zona pantanosa ou a margem de um lago. Poderá mesmo ser plantado diretamente numa massa de água, tendo o cuidado de o instalar num cesto com substrato para plantas aquáticas, ao nível da água. Deste modo, será fácil fazê-lo passar o inverno, se necessário.

A sua bela folhagem exótica combinará na perfeição com outras plantas aquáticas, como os nenúfares, a folhagem ereta e variegada do Acorus calamus ‘Variegatus’, um butomo florido e a trévola-de-água. Nas margens do lago, poderá ser associado à bela folhagem dos fetos, a um ruibarbo-gigante, ao belo Iris pseudacorus de flores amarelas e às bonitas prímulas candelabro. Para dar ao lago um toque exótico, poderá instalar um bambu de sebe, que saciará a sua sede junto à margem, ou um belo Papyrus com as raízes submersas. Para completar este cenário exuberante, poderá acrescentar um ácoro-gramíneo variegado (Acorus gramineus ‘Ogon’), uma magnífica gramínea que proporciona um belo contraste luminoso.

Associar o taro: junto à margem do lago

O Colocasia ‘Black magic’ desenvolve-se bem junto à água, na companhia de uma avenca elegante, de fetos e de outras plantas exuberantes.

Num jardim exótico

Originário do leste asiático, o taro é uma planta perene tuberosa cuja bela e grande folhagem se integrará perfeitamente num cenário exótico. Tanto mais que a humidade e o calor destes jardins lhe serão adequados. Fica bem plantá-lo na companhia de outras plantas exóticas, de vegetação luxuriante, como as bananeiras, pela sua altura, um Tetrapanax, pelas suas folhas recortadas, e alguns ruibarbos-gigantes, pela sua folhagem sobredimensionada. Para acrescentar uma nota floral em cores quentes, podem plantar-se montbrécias, uma conteira, algumas canas-da-Índia, uma tritoma, uma Watsonia, sem esquecer os magníficos jarros. Uma cordilina ou um linho-da-Nova Zelândia oferecerão um belo contraste com as suas folhas estreitas, coloridas e eretas. Uma palmeira, um Fatsia ou um feto-arbóreo virão sublimar este cenário verdadeiramente original.

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Num jardim em tons de preto e verde

O preto tem a particularidade de fazer sobressair todas as outras cores no jardim. A folhagem escura do Colocasia ‘Black Magic’ ou de ‘Madeira’ oferece sublimes nuances, onde se misturam habilmente o preto e o verde-escuro. Para criar harmonia, podem plantar-se alguns arbustos de folhagem escura, como a Albizia ‘Summer Chocolate’ em climas amenos, o sabugueiro ‘Black Lace’ e a árvore-da-peruca ‘Royal Purple’. Entre as plantas perenes, o Pennisetum setaceum ‘Rubrum’ seguirá a mesma linha, tal como o Astilbe ‘Chocolate Shogun’ e a Rodgersia pinnata ‘Bronze Peacock’.

Para evitar um aspeto demasiado “pesado” e sombrio, este cenário pode ser valorizado com algumas plantas de folhagem luminosa, como a do Lysimachia nummularia ‘Goldilocks’ que forma uma planta de cobertura dourada. Para acrescentar ainda mais brilho, adicione Hakonechloa macra ‘Aureola’, uma Persicaria amplexicaulis ‘Golden Arrow’ ou ainda o Physocarpus ‘Dart’s Gold’.

Também se pode acrescentar uma nota florida e acolhedora, integrando alguns bolbos de verão, como os gladíolos, as dálias, uma frésia ou alguns lírios. Ao sol, podem integrar-se ainda alguns agapantos grandes pelas suas magníficas florações.

Numa marquise ou numa estufa aquecida

O taro é muito sensível ao frio e tende a desaparecer debaixo da terra quando a temperatura desce abaixo dos 15 °C. Assim, apreciará particularmente o calor e a humidade de uma marquise ou de uma estufa, sobretudo se forem aquecidas. As suas folhas grandes e bonitas darão um toque exótico, nomeadamente na companhia de plantas luxuriantes, como uma palmeira-anã, uma bananeira ou um pequeno bambu. Os fetos, em particular a avenca elegante, também serão uma boa companhia neste meio húmido, com a sua folhagem de formas marcantes, assim como as hostas ou a arália-do-japão. Para dar um toque floral, poderá instalar nas proximidades uma fúcsia ou o agapanto ‘Fireworks’, com as suas flores azuis e brancas muito originais.

Dentro de casa

O taro, parente das nossas bonitas orelhas-de-elefante de interior, também pode encontrar o seu lugar dentro de casa. Apreciará ser cultivado numa divisão luminosa, mas sem sol direto nas horas mais quentes do dia. Poderá ser colocado junto a uma janela virada a poente ou a nascente, a sul, atrás de uma cortina transparente, ou numa casa de banho, na companhia de uma avenca elegante, de uma Chamaedorea elegans (palmeira-anã) e de Pilea mollis. A companhia de outras plantas contribui para manter uma atmosfera ligeiramente húmida nos nossos interiores, por vezes demasiado secos, o que favorecerá o seu desenvolvimento. A Fatsia japonica será também uma boa companheira, graças à sua magnífica folhagem recortada ou variegada de branco-creme no cultivar ‘Spider’s Web’. Numa divisão com água, poderá acrescentar um toque exótico, colocando ao seu lado um papiro ou um Pogonatherum paniceum (bambu-anão).

Em vaso

O taro cultiva-se facilmente em vaso se houver o cuidado de manter o seu substrato húmido, mas sem excessos e sem nunca o deixar secar. Com as suas grandes folhas exóticas, dará um toque luxuriante a um terraço ou varanda. Coloque-o à meia-sombra, evitando as horas mais quentes do dia, para evitar que o seu substrato seque demasiado depressa. A grande folhagem do taro contrastará lindamente com as pequenas folhas variegadas e luminosas do Plectranthus coleoides ‘Variegatus panaché’ ou com as grandes hastes finas da Arundo donax ‘Versicolor’. Para manter o ambiente exótico, instale nas proximidades uma Fatsia japonica ‘Spider’s Web’ de folhagem elegantemente recortada ou um Papyrus de hastes aéreas.

Quanto às flores, escolha variedades de cores quentes, como as canas-da-Índia, as alegrias-da-casa, as begónias e as dálias. Para criar uma composição perfeita, acrescente alguns cóleus de folhagens escarlates ou escuras e um antúrio.

Para saber mais

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