Resumo
Pode ter várias razões para cultivar uma palmeira em vaso: decorar elegantemente o terraço, trazer um toque exótico à varanda sem graça ou ao pátio… As palmeiras são decorativas, fáceis de cultivar, persistentes e sempre bem verdes. Não estão reservadas ao clima mediterrânico, e cultivar uma palmeira em vaso é perfeitamente possível em muitas regiões, desde que siga alguns conselhos sobre a escolha da palmeira, o tipo de vaso e de substrato, a plantação e os cuidados a ter. Siga estas orientações: explicamos tudo!
Que espécies e variedades de palmeiras para cultivar em vaso?
As palmeiras que terão a vantagem de se desenvolver bem em vaso e, por isso, de se manterem bonitas ao longo das estações são as palmeiras de pequeno desenvolvimento. Seria, efetivamente, um disparate querer plantar num vaso ou floreira um exemplar que normalmente atingiria uma altura adulta superior a 10 m! A categoria das palmeiras-anãs oferece belos exemplares e uma escolha para todos os gostos: folhas grandes em forma de leque ou longos caules palmados, troncos — chamados estipes nas palmeiras — curtos ou esguios. Mas o que deverá orientar a escolha em primeiro lugar é a rusticidade. Com efeito, consoante a região, os invernos poderão ser fatais para uma palmeira em vaso, tanto mais que, num recipiente, o torrão e o sistema radicular ficam menos protegidos do que em plena terra. Eis, portanto, uma seleção de palmeiras adaptadas ao cultivo em vaso e classificadas de acordo com os critérios de rusticidade.
As mais rústicas
- A palmeira-agulha, Rhapidophyllum hystrix, é uma palmeira pequena e muito rústica (até -20°C), de aspeto decididamente ornamental e exótico. Aprecia os solos bem frescos e prefere a sombra. As suas grandes folhas em forma de leque, muito recortadas, apresentam uma bonita cor verde-escura brilhante. O seu nome comum provém das pequenas agulhas presentes na base das folhas. É uma das melhores palmeiras para cultivar em vaso, tendo em conta a sua resistência ao frio, mas também o seu pequeno desenvolvimento. Esta espécie conferirá um encanto exótico a um pátio ou jardim urbano com sombra, ou a uma varanda que apenas receba algumas horas de sol por dia.
As Chamaerops: rústicas até -10°C
- Chamaerops humilis ‘Compacta’ : Como o nome indica, esta palmeira apresenta um hábito compacto, bem adaptado ao cultivo em vaso. É bastante rústica, pois suporta temperaturas negativas da ordem dos -10 a -12°C em solo drenado. Os seus numerosos caules sustentam belas folhas palmadas e largas, dispostas em leque. O estipe está coberto de fibras. Como todas as Chamaerops, prefere o sol e adapta-se perfeitamente à seca e aos solos pobres.
- Chamaerops humilis ‘Vulcano’: Um exemplar incontornável, esta palmeira é semelhante à anterior, com as mesmas características de resistência ao frio e de condições de cultivo, mas apresenta uma folhagem verde-acinzentada. Também se adapta muito bem ao cultivo em vaso.
- Chamaerops humilis ‘Cerifera’: apresenta as mesmas características das variedades anteriores, mas distingue-se pela magnífica folhagem azulada!
As palmeiras rústicas até -5°C
- Cycas revoluta: Na realidade, trata-se de um arbusto e fóssil vegetal, de bela silhueta palmiforme, que apresenta uma coroa de folhas envernizadas e rígidas sobre um tronco curto e engrossado. A cica-do-japão tem um crescimento lento, o que faz dela um excelente exemplar para cultivar em vaso. É muito resistente à seca e à maresia, pelo que encontrará facilmente lugar num terraço de um jardim junto ao mar!
- A palmeira-de-Taiwan Arenga englerii: Uma bonita palmeira, também ideal para o cultivo em vaso graças ao seu pequeno desenvolvimento. Forma um ou vários estipes esguios de cor escura, encimados por folhas longas e estreitas, de um bonito verde, com a página inferior branca-prateada. Em plena terra, é rústica até -7°C, sendo um pouco menos resistente em vaso.
- Chamaedorea klotzschiana: Esta palmeira, de aspeto semelhante ao bambu, apresenta caules esguios que formam estipes com anéis de cor creme. Deve proporcionar-se-lhe um substrato de cultivo leve, que se mantenha sempre ligeiramente fresco.
As palmeiras sensíveis ao frio: a colocar no exterior apenas durante a estação quente
Estas palmeiras-anãs desenvolvem-se bem em vaso, mas a sua baixa resistência ao frio torna-as mais adequadas ao cultivo no interior ou num alpendre, devendo ser colocadas no terraço ou na varanda quando já não houver risco de geadas, de maio a setembro.
- A palmeirinha-de-ernesto Chamaedorea ‘Ernesti-augusti’
- A palmeira australiana Oraniopsis appendiculata
- A tamareira-anã Phoenix roebelinii
- A palmeira-do-Havai Pritchardia hillebrandii ‘Blue Moon’
- A palmeira-leque-das-Fiji Pritchardia pacifica
- A palmeira-fijiana de folhas em leque Pritchardia thurstonii
- A palmeira-cereja-da-Flórida ou palmeira-bucaneira Pseudophoenix sargentii

Cycas revoluta, Chamaerops humilis ‘Cerifera’ e Rhapidophyllum hystrix
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Palmeira: como protegê-la no inverno?Escolher o vaso e o substrato
A escolha do vaso é uma questão de gosto! Não hesite em investir em vasos de dimensões generosas: a sua palmeira ficará ainda mais bonita. Pense também no prato a condizer, que ficará por baixo do vaso. A terracota oferece a vantagem de ser porosa, permitindo que o substrato respire, e regula melhor as temperaturas. Os vasos de madeira poderão ter a sua durabilidade reduzida devido às regas e à pressão das raízes. Por fim, os vasos de plástico ou de resina têm a vantagem de serem mais leves, mas não são de todo ecológicos. Combine o estilo do vaso com o estilo da sua casa: uma bonita casa de campo em pedra não combina bem com vasos de resina colorida de linhas gráficas, e os clássicos vasos de Anduze talvez não se integrem muito bem numa decoração moderna e depurada. Cada qual com os seus gostos, cada qual com o seu estilo! A palmeira, pelo contrário, integra-se muito bem em qualquer estilo de decoração.
O mais importante é o substrato em que a sua palmeira será plantada. Em geral, as palmeiras preferem solos ricos e leves: escolha um substrato leve para varandas e terraços ou um substrato para citrinos e plantas mediterrânicas.

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Conselhos de plantação
Uma vez escolhidos a palmeira e o vaso, chega o momento da plantação:
- Comece por encher o fundo do vaso com bolas de argila expandida numa altura de 2 a 5 cm, para favorecer a drenagem, evitando que a água fique estagnada e provoque o apodrecimento das raízes.
- No caso da cica-do-japão, o substrato deve, idealmente, ser misturado com pozolana, tijolo triturado ou outro material poroso. A palmeira-de-Taiwan desenvolve-se em solos ricos e humíferos.
- Plante a palmeira-anã no vaso, preenchendo-o com substrato, e não se esqueça de desembaraçar previamente, com cuidado, o eventual emaranhado de raízes que se possa ter formado sob o torrão.
- Corte as eventuais folhas secas, conservando apenas as que estão bem verdes.
- Compacte bem, regue e espalhe por cima uma cobertura morta orgânica (casca) ou mineral (pozolana, bolas de argila expandida, cascalho ou seixos), para conservar a humidade do substrato e tornar o conjunto mais bonito…

Plantação da palmeira em vaso
Exposição e localização
Nem todas as palmeiras mencionadas terão as mesmas necessidades em termos de exposição solar: algumas preferem o pleno sol, como seria de esperar no caso das palmeiras, mas outras preferem a meia-sombra ou não suportam os raios solares.
Palmeiras para o pleno sol
- Cycas revoluta: pleno sol e luz intensa, ou até meia-sombra.
- Chamaerops humilis ‘Compacta, Chamaerops humilis ‘Compacta e Chamaerops humilis ‘Compacta’
- Phoenix roebelinii
- Pritchardia hillebrandii ‘Blue Moon’
Palmeiras para a meia-sombra
- Arenga englerii
- Chamaedorea klotzschiana
- Oraniopsis appendiculata
- Pritchardia hillebrandii ‘Blue Moon’
- Pseudophoenix sargentii
Palmeiras para a sombra
Cuidados com a palmeira em vaso
Quando regar uma palmeira em vaso?
As palmeiras em vaso precisam de uma rega regular. Garanta este fornecimento de água sobretudo durante a estação quente e deixe o substrato secar ligeiramente entre 2 regas. Evite deixar água estagnada nos pratos dos vasos. Rhapidophyllum hystrix, fiel ao seu temperamento de arbusto de sub-bosque, apreciará uma aplicação de composto 1 a 2 vezes por ano. Para obter bons resultados com as Chamaerops, proporcione-lhes uma rega regular no verão.
Não hesite em dar-lhes um pequeno impulso com uma aplicação de adubo especial para palmeiras. É de notar que a Cycas revoluta adora mudanças de vaso frequentes. Agradecerá, desenvolvendo-se mais depressa e com uma bela folhagem.
Atenção: é sensível às cochonilhas farinhentas.
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