Que palmeira escolher para o meu jardim?
Guia de compra
Resumo
Indispensáveis para trazer exotismo ao jardim, as palmeiras são plantas majestosas, constituídas por um grande estipe, bem direito, que ostenta no topo um tufo de largas folhas, frequentemente plissadas e em leque. Têm uma silhueta de traço incomparável! Existem inúmeras espécies, com características bem distintas: algumas palmeiras são sensíveis ao frio, outras bem rústicas, algumas permanecem relativamente compactas enquanto outras se tornam monumentais, e outras ainda distinguem-se pelas folhas azuis ou prateadas… Assim, é difícil orientar-se entre tantas espécies e variedades. É por isso que convidamos a descobrir o nosso guia para escolher bem a sua palmeira, de acordo com a sua situação e o efeito que pretende obter!
Em função do seu clima
As palmeiras mais rústicas
Ao contrário do que se poderia pensar, algumas palmeiras revelam-se muito resistentes ao frio! Assim, nas regiões mais frias, recomendamos vivamente a Trachycarpus fortunei, também conhecida como palmeira-cânhamo, que suporta até -18 °C. É uma das palmeiras mais fáceis de cultivar, e pode ser plantada em todo o território. Menos conhecida, a Rhapidophyllum hystrix é a campeã da rusticidade, já que pode suportar temperaturas inferiores a -20 °C! Aprecia um terreno fresco, à sombra, e revela-se ideal para climas frios e húmidos. Apresenta belas folhas em leque e um estipe coberto de longas espinhas, o que lhe valeu o nome de palmeira-agulha. A palmeira anã Sabal minor é igualmente muito resistente, pois tolera temperaturas que descem até -18 °C. Possui um estipe muito curto, parcialmente enterrado, do qual emergem folhas palmadas. No jardim, sentir-se-á bem à sombra ou a meia-sombra. Por fim, se pretender uma palmeira de folhas penadas, opte pela Jubaea chilensis, que suporta -15 °C. Trata-se de uma palmeira muito imponente, com um estipe maciço e, no topo, uma coroa de longas folhas.
As Chamaerops humilis, Brahea armata e Sabal palmetto são também relativamente rústicas (aceitam temperaturas entre -10 e -12 °C), desde que sejam plantadas num substrato drenante, pois não suportam o excesso de humidade no inverno.

Três palmeiras que suportam bem o frio: Trachycarpus fortunei, Rhapidophyllum hystrix (foto Scott Zona) e Sabal minor (foto weta2000nz)
Consulte a nossa ficha de conselhos: 7 palmeiras rústicas para plantar em quase todo o lado e as palmeiras por clima
As palmeiras reservadas à bacia mediterrânica e às regiões litorais abrigadas
Em clima quente e mediterrânico, muito mais espécies de palmeiras podem ser cultivadas. Recomendamos em especial a Washingtonia filifera, ou palmeira-de-leque-da-califórnia. Apresenta belas folhas palmadas que, quando secam, ficam agarradas à palmeira, formando uma espécie de saia em torno do estipe. Pode também cultivar a magnífica Phoenix canariensis. A sua silhueta majestosa e imponente é muito apreciada. Do alto do seu espesso estipe desdobram-se longas folhas penadas, graciosamente arqueadas. Quanto à palmeira azul do México, Brahea armata, tem a vantagem de ser muito resistente à seca. Apresenta soberbas folhas palmadas, azul-prateadas. Por fim, o Butia capitata adapta-se igualmente muito bem aos jardins da bacia mediterrânica. É pouco exigente e fácil de cultivar. Destaca-se em particular pelas suas folhas penadas e arqueadas, divididas em segmentos muito finos.

A Washingtonia filifera e a Phoenix canariensis serão perfeitas num jardim da bacia mediterrânica!
É possível proteger uma palmeira mais sensível ao frio; para isso, siga os nossos conselhos na nossa outra ficha: Como protegê-la no inverno? E se o seu clima realmente não o permitir, descubra 7 espécies notáveis que podem ser cultivadas em interior.
Leia também
As palmeiras: plantar, cultivar e cuidarEm função da exposição
Palmeiras para a sombra
Com efeito, algumas palmeiras podem ser plantadas mesmo à sombra! É o caso da Rhapidophyllum hystrix, que, além de suportar o frio, aprecia solos frescos e locais abrigados do sol! Destaca-se pela sua forma densa, larga e bastante baixa, com um estipe muito curto que sustenta folhas palmadas. Da mesma forma, o Sabal minor aprecia a sombra ou a meia-sombra. Trata-se de uma pequena palmeira com grandes folhas em leque, de cor verde azulado. Além disso, estas duas palmeiras têm a vantagem de ser muito rústicas! O seu tamanho compacto permite ainda criar uma composição muito bonita, instalando-as à sombra de outras palmeiras maiores. Por fim, a Trachycarpus fortunei suporta também bastante bem as situações de sombra.

Três palmeiras que se adaptam bem às situações de sombra: Rhapidophyllum hystrix (foto Homer Edward Price), Sabal minor (foto V.B. Williamson) e Trachycarpus fortunei (foto Georges Seguin)
Palmeiras para pleno sol
A maioria das palmeiras prefere o pleno sol, pois necessita de calor e de uma excelente luminosidade. É o caso, por exemplo, das Washingtonia, Butia capitata, Phoenix canariensis, Brahea armata, Chamaerops humilis… O ideal é, no entanto, evitar as exposições demasiado quentes.
Contudo, a exposição depende também da localização geográfica: uma palmeira que aprecia a meia-sombra pode ser plantada ao sol no norte de Portugal, enquanto uma palmeira que aprecia o pleno sol aceitará mais facilmente ser instalada à sombra no sul do país.

A Washingtonia filifera (foto Krzysztof Ziarnek) e a Phoenix canariensis (foto Michael Rivera) precisam de uma exposição bem soalheira!
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Em função do desenvolvimento e do tamanho
As grandes palmeiras, de hábito majestoso
As palmeiras de maior porte são perfeitas em isolado, por exemplo no meio de um relvado, ou em alinhamento para bordear uma alameda. Entre elas, a Phoenix canariensis é uma palmeira imponente que pode atingir 15 a 20 metros de altura. As suas longas folhas penadas e arqueadas conferem-lhe uma silhueta verdadeiramente elegante e majestosa. Descubra também a Syagrus romanzoffiana, uma palmeira muito esbelta e de crescimento rápido, podendo atingir até 12 metros de altura. No entanto, é aconselhável reservá-la para regiões de clima ameno. Aprecio a sua folhagem muito leve e plumosa! Pode ainda citar-se a imponente Jubaea chilensis, que pode tornar-se muito grande, atingindo até 20 m de altura. Possui um estipe espesso e cinzento, que evoca a pata de um elefante. No entanto, o seu defeito é o crescimento lento! A Washingtonia filifera é também uma palmeira que atinge grande porte. Forma um estipe espesso e muito alto, e as folhas secas que ficam presas no estipe conferem-lhe uma silhueta verdadeiramente imponente.
Descubra a nossa seleção de grandes palmeiras!

Algumas palmeiras tornam-se particularmente altas e imponentes! Aqui, Phoenix canariensis (foto Amanda Grobe), Syagrus romanzoffiana (foto Forest & Kim Starr) e Jubaea chilensis (foto Jorge Leon Cabello)
As palmeiras-anãs, para jardins pequenos ou cultivo em vaso!
Algumas palmeiras mantêm-se relativamente compactas, o que as torna adequadas para jardins pequenos ou eventualmente para cultivo em vaso. Descubra, por exemplo, a Chamaerops humilis, uma palmeira densa e de pequeno porte, que em geral não ultrapassa 3,5 metros de altura. É aliás apelidada de «palmeira-anã». Existe ainda uma variedade ainda mais pequena, a Chamaerops humilis ‘Compacta’ (até 2,5 m). Adapta-se bastante bem ao cultivo num vaso grande ou floreira! O Sabal minor é também uma pequena palmeira, que não ultrapassa 2 m de altura para 1 m de envergadura. De um modo geral, as palmeiras cespitosas, que formam touceiras compostas por vários troncos, mantêm-se relativamente baixas. É o caso, por exemplo, da palmeira-mazari (Nannorrhops ritchiana) e da palmeira-agulha (Rhapidophyllum hystrix) (até 3 metros de altura).
Descubra a nossa seleção de palmeiras-anãs e a nossa ficha de cultivo sobre o cultivo da palmeira em vaso

A Chamaerops humilis é uma pequena palmeira densa (foto Christophe Finot)
Em função do estilo e do aspeto estético
Uma palmeira cespitosa ou com um único tronco?
A maioria das palmeiras forma um único estipe, bem direito, mas algumas crescem em touceira, com vários troncos. A Phoenix canariensis e a Washingtonia, por exemplo, possuem um único estipe, imponente e muito direito, encimado por uma coroa de folhas. O seu hábito é impecável, majestoso. São perfeitas isoladas, ou plantadas em linha para bordear uma alameda! Pelo contrário, as Chamaerops humilis formam touceiras constituídas por vários estipes, o que dá a impressão de um pequeno bosque de palmeiras. É também o caso da Nannorrhops ritchiana. Estas palmeiras são menos altas do que as outras, mas formam touceiras bem mais largas.

A Chamaerops humilis cresce em touceira, enquanto a Washingtonia filifera forma um único tronco (foto Georges Jansoone)
Uma palmeira de folhas palmadas ou penadas?
As palmeiras têm um aspeto muito diferente consoante a forma das suas folhas. Podem ser palmadas, em leque, o que lhes confere um efeito muito exótico. É o caso das Chamaerops, Trachycarpus e Washingtonia. Mas podem também ser penadas, em forma de pena, o que torna a palmeira verdadeiramente majestosa e elegante. É o caso, por exemplo, do Butia, Phoenix canariensis ou Jubaea chilensis. Estas palmeiras de folhas penadas são um pouco menos frequentes do que as outras.

As folhas palmadas de uma Washingtonia robusta, em leque, e a folhagem penada de um Phoenix, em forma de penas.
As melhores palmeiras de folhas azuis ou prateadas
Algumas palmeiras distinguem-se pelas suas folhas azuis ou prateadas. É o caso do Brahea armata, aliás apelidado de «palmeira azul do México». Tem belas folhas palmadas, muito claras, com reflexos metálicos. As folhas do Butia capitata têm igualmente uma bela tonalidade verde-azulada. Por fim, algumas variedades foram selecionadas pelo Homem precisamente pela cor das suas folhas: é o caso nomeadamente do Nannorrhops ritchiana ‘Silver’, de tons prateados, e do Chamaerops humilis ‘Cerifera’, que exibe belas folhas azul-cinzentas. No jardim, recomenda-se associar estas palmeiras a outras plantas de folhas azuis ou prateadas: Euphorbia myrsinites, festuca-azul, agave, Yucca rostrata…

A folhagem azul-prateada das Brahea armata, Butia capitata (foto cultivar413) e Chamaerops humilis ‘Cerifera’
Consulte as nossas fichas dedicadas para saber tudo sobre as magníficas palmeiras Chamaerops e Washingtonia.
Quadro-resumo
| Espécie | Rusticidade | Altura | Exposição | Interesse ornamental particular |
| Brahea armata | – 12 °C | 15 m | Sol | Folhagem palmada, cinzento-azulada |
| Butia capitata | – 10 °C | 4 – 5 m | Sol | Folhas penadas, verde-azuladas |
| Chamaerops humilis | – 12 °C a – 15 °C | 3,5 m | Sol | Palmeira pequena e densa, cespitosa, com folhas palmadas |
| Jubaea chilensis | – 15 °C | 20 m | Sol | Longas folhas penadas, estipe imponente |
| Nannhorrops ritchiana ‘Silver’ | – 10 °C | 2 – 3 m | Sol | Palmeira cespitosa, folhas prateadas |
| Phoenix canariensis | – 7 °C | 20 m | Sol | Grandes folhas penadas, elegantemente arqueadas |
| Rhapidophyllum histrix | – 20 a – 25 °C | 2,5 – 3 m | Sombra | Palmeira densa, cespitosa, com folhas palmadas |
| Sabal minor | – 18 °C | 2 m | Sombra ou meia-sombra | Palmeira anã, folhas palmadas verde-acinzentadas |
| Syagrus romanzoffiana | – 7 °C | 12 m | Sol | Palmeira muito esbelta, com folhas penadas e finas |
| Trachycarpus fortunei | – 18 °C | 10 m | Sol ou meia-sombra | Estipe coberto de fibras castanhas, folhas palmadas |
| Trachycarpus wagnerianus | – 17 °C | 6 – 7 m | Sol ou meia-sombra | Estipe coberto de fibras castanhas, folhas palmadas |
| Washingtonia filifera | – 10 °C | 15 – 20 m | Sol | Palmeira imponente com folhas palmadas, as folhas antigas formando uma saia em torno do estipe |
Estes valores são indicativos; a rusticidade e a altura da planta dependem também das condições de cultivo, e podem variar de um exemplar para outro.
Saiba mais
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