Exóticas e fáceis: descubra as plantas suculentas em roseta
Plantas fáceis de cuidar, com folhagem gráfica e persistente
Resumo
Se as orelhas-de-porco são tão populares, é porque reúnem muitas qualidades. São, antes de mais, muito fáceis de cultivar, mesmo para os jardineiros principiantes.
Económicas, são plantas pouco exigentes, capazes de suportar as condições mais difíceis: seca, calor, solo pobre, falta de cuidados. Graças aos seus tecidos cheios de seiva, que lhes dão o outro nome de «plantas suculentas», estas plantas podem, de facto, suportar a aridez sem dificuldade e passar sem água durante um longo período.
Por fim, as orelhas-de-porco são ideais para dar um pequeno toque exótico, tanto no jardim como em vaso, mesmo no interior.
Nesta família de plantas bem diversificada, as folhagens podem assumir diferentes formas, mas as de roseta são certamente as mais emblemáticas. As folhas estendem-se e encaixam-se em círculo a partir da base da planta, conferindo imediatamente um toque gráfico e moderno. Descubra as nossas 5 preferidas!
Os agaves
O agave é uma das orelhas-de-porco mais populares. A maioria dos agaves é originária do México, o que explica a sua boa tolerância às condições de seca e calor. No entanto, algumas espécies têm a vantagem de também tolerar geadas (por vezes abaixo de -15°C), o que permite cultivá-las em plena terra, desde que sejam protegidas da humidade durante o inverno.
Estas plantas dispõem de uma folhagem coriácea e gráfica, disposta em roseta, muitas vezes com uma margem dentada. O número de folhas que compõem a roseta pode variar bastante consoante as espécies. É muito provável que já tenha visto a famosa Agave americana, uma planta impressionante que confere imediatamente estrutura e exotismo. Mas existem outras espécies igualmente ornamentais.
Descubra, por exemplo, o Agave attenuata ou agave-de-pescoço-de-cisne (60 cm de altura por 1 metro de envergadura), com uma roseta de linhas mais curvas, suave e sem espinhos. É constituída por folhas verde-claras com tonalidades azuladas. Tem a particularidade de florescer anualmente ao fim de alguns anos de cultivo, mas também de se desenvolver sobre um tronco curto e espesso.
Adote também o Agave victoriae-reginae (50 cm de altura por 40 cm de envergadura), ainda mais gráfico, com a sua roseta composta por folhas verdes marginadas de branco e realçadas por um espinho preto.
Refira-se também o Agave ‘Mediopicta Alba’, uma piteira com folhagem verde-azulada atravessada por uma larga faixa branca central (1 metro em todos os sentidos).
Por sua vez, o Agave filifera distingue-se pela sua roseta de folhas longas, orladas por filamentos brancos enrolados (50 cm em todos os sentidos).
Se procura uma variedade tolerante ao frio, opte pelo Agave parryi (60 cm em todos os sentidos) com a sua roseta em forma de couve, de cor verde matizada de cinzento e azul.
A floração dos agaves ocorre ao fim de vários anos de cultivo e nunca passa despercebida: a haste floral eleva-se então majestosamente a partir do centro da roseta. Depois deste espetáculo, a roseta morre, mas terá entretanto produzido rebentos que lhe darão continuidade.
Proporcione aos agaves uma exposição quente e soalheira, mesmo muito intensa, num solo pobre e perfeitamente drenado.
Para saber mais: Agave: plantar, cultivar e cuidar

O Agave ‘Mediopicta Alba’
As sempre-vivas (Sempervivum)
As sempre-vivas são estas adoráveis plantas pequenas, arredondadas e tapizantes. Mal ultrapassando 15 cm de altura, integram-se em qualquer espaço do jardim ou podem ser cultivadas em vaso. Têm a vantagem de necessitar de pouco substrato e de poucos cuidados para se desenvolverem, o que permite dar vida ao mais pequeno interstício mineral, a um pires pouco profundo ou até às cavidades de velhos cepos.
Nestas plantas pequenas, a diversidade de cores e texturas é grande, deixando espaço à criatividade de cada jardineiro. Todas formam pequenas rosetas carnudas, que lhes dão o aspeto de mini alcachofras.
Terá muitas opções entre:
- a Sempervivum arachnoideum, com as suas rosetas cobertas de pequenos fios lanosos brilhantes;
- o Sempervivum ‘Chick Charms Gold Nugget’, cultivar com cores variáveis, passando do verde ao vermelho-alaranjado e ao dourado;
- ‘Chick Charms Berry Blues’, que oferece rosetas que vão do cinzento-azulado ao púrpura-malva
- o Sempervivum ‘Commander Hay’, com as suas rosetas bicolores vermelhas e verde-maçã no verão;
- ‘Dark Beauty’, uma sempre-viva com folhagem de um belo púrpura-escuro.
A floração de verão revela pequenas flores estreladas e coloridas.
Rústicas, pouco exigentes e fáceis de multiplicar, são suculentas de rosetas indispensáveis, que irão encantar todos os jardineiros.
Para saber mais: Sempre-viva: plantar, cultivar e cuidar

Sempervivum Chick Charm ‘Cherry Blue’
Os ensaiões
O ensaião faz parte das plantas orelha-de-porco da família das crassuláceas. A maioria é originária das ilhas Canárias, da Madeira, de Marrocos ou ainda da Etiópia.
Estas plantas suculentas são apreciadas pela sua folhagem formada por rosetas imbricadas, que pode apresentar diferentes cores. Do clássico verde ao verde-azulado, passando pelo vermelho, amarelo ou rosa, encontrará certamente um ensaião adequado! Quanto à textura, as folhas podem ser coriáceas, como acontece com muitas plantas suculentas, mas também podem apresentar uma textura mais mole ou frágil.
Quanto ao hábito, alguns ensaiões formam uma touceira que cria uma bonita planta de cobertura, enquanto outros são mais ramificados, assemelhando-se a verdadeiros pequenos arbustos. As variedades mais pequenas atingem cerca de quinze centímetros. Por sua vez, as variedades arbustivas podem ultrapassar 1 metro.
Na primavera ou no verão, uma haste floral eleva-se a partir do centro da roseta, produzindo pequenas flores estreladas amarelas, brancas ou rosadas.
Entre os ensaiões, escolha por exemplo:
- o Aeonium x occidentale, uma variedade híbrida mais larga do que alta (20 cm de altura por 30 cm de largura), com as suas rosetas carnudas verdes estriadas de vermelho;
- o Aeonium arboreum ‘Du Rozzen’, com as suas rosetas constituídas por folhas lanceoladas de um bonito púrpura-escuro (40 cm de altura por 60 cm de largura);
- o Aeonium arboreum ‘Schwarzkopf’, que produz rosetas brilhantes, de um vermelho-acastanhado que parece quase preto (80 cm de altura por 50 cm de largura).
Quanto ao cultivo, estas plantas sensíveis ao gelo (rusticidade de 0 a -5 °C) serão cultivadas em vaso na maioria das regiões, para que possam ser protegidas do frio durante o inverno. Proporcione-lhes uma exposição ensolarada, num solo perfeitamente drenado. Fáceis de cuidar, toleram sem dificuldade esquecimentos na rega e o calor.
Para saber mais: Ensaião: plantação, cultivo e manutenção

Aeonium arboreum ‘Du Rozzen’
Os aloés
Conhece-se bem o aloé-vera, esta planta suculenta com numerosas propriedades. Mas, na família dos aloés, há outras espécies de folhagem carnuda disposta em roseta que merecem ser descobertas.
É, por exemplo, o caso do Aloe striatula (1,50 metros de altura por 2 metros de largura), uma espécie arbustiva que produz rosetas com longas folhas de aspeto gráfico.
O pequeno Aloe rauhii ‘Cleopatra’ distingue-se pela sua roseta de folhas manchadas de branco e surpreendentemente ásperas ao toque (20 cm de altura por 30 cm de largura). Entre os exemplares de menor dimensão, o Aloe ‘Safari Sunrise’ apresenta uma roseta com folhas verde-escuras, muito estreitas e marginadas por pequenos dentes (30 cm em todas as direções). É também de referir o Aloe polyphylla, com a sua roseta que forma uma espiral incrivelmente gráfica (30 cm em todas as direções).
Por sua vez, o Aloe harlana (1 metro em todas as direções) apresenta uma roseta de folhas carnudas variegadas, que combinam o verde-azeitona e o verde-claro.
A floração é constituída por belas espigas de cores quentes, que se erguem a partir do centro da roseta e proporcionam um verdadeiro espetáculo vegetal.
Quanto ao cultivo, os aloés estão entre as plantas fáceis de cultivar e manter. Também neste caso, dê preferência a locais quentes, mesmo secos, bem como a solos perfeitamente drenados, ainda que pobres e pedregosos. Pouco rústicos (com exceção de Aloe Striatula e Aristata), só se cultivam em plena terra nas regiões com invernos secos e onde não ocorram geadas. Noutras regiões, o cultivo em vaso permite recolhê-los num local protegido durante a estação fria ou mantê-los no interior durante todo o ano.
Para saber mais: Aloés: plantar, cultivar e cuidar

Aloe ‘Safari Sunrise’
As rosas-de-pedra
A rosa-de-pedra apresenta rosetas de folhas espessas, que oferecem um aspeto ceroso ou aveludado. Apresentam diferentes cores e formas, todas muito ornamentais.
Em ‘Perle Von Nürnberg’, as folhas em forma de colher combinam tons cinzento-claros, violáceos e avermelhados. Estão cobertas por uma ligeira camada branca.
A Echeveria agavoides ‘Ebony’ apresenta uma folhagem mais pontiaguda, com extremidades e margens vermelhas, que depois se tornam cor de chocolate.
Por seu lado, a rosa-de-pedra híbrida ‘Devotion’ forma rosetas de folhas de aspeto aveludado. São verdes, com margens púrpura, que depois se tornam cor de vinho sob o efeito do sol.
As suas pequenas dimensões, não ultrapassando 30 cm de altura, permitem cultivá-las facilmente em qualquer lugar. A sua baixa rusticidade implicará, no entanto, o cultivo em recipiente na maioria das nossas regiões.
Para saber mais: Rosa-de-pedra: plantar, cultivar e cuidar

Rosa-de-pedra híbrida ‘Devotion’
Outras orelhas-de-porco em roseta para descobrir
A lista não fica por aqui, pois existem outras orelhas-de-porco com rosetas, como:
- as iúcas, com as suas rosetas de folhas em forma de espada;
- as mangaves, que produzem bonitas rosetas coloridas com padrões e não têm espinhos;
- a Hesperaloe parviflora, com as suas rosetas de folhas finas e coriáceas.
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