Resumo
Imponentes e até majestosos, os miscantos vestem o jardim quase durante todo o ano com os seus colmos muito decorativos, a sua folhagem flexível e a sua floração luminosa. Fazem parte das gramíneas de eleição que se plantam nos mais variados cenários, sempre ao sol. A sua robustez, vigor e floração espetacular no final do verão são outros tantos trunfos para os instalar nos mais diferentes ambientes, onde fazem sempre a diferença: canteiros, prado natural, “Winter garden”, jardim seco, até ao lago do seu jardim!
Descubra como valorizar o miscanto em cenários onde esta gramínea de caráter se impõe.

→ Descubra também a nossa ficha sobre a plantação, a poda e os cuidados com os miscantos e a nossa vasta gama de miscantos
Em canteiro
Pode compor magníficos canteiros com todos os miscantos; consoante a variedade e a altura, obterá resultados completamente diferentes. Ao escolhê-los altos, tornam-se as plantas estruturais do canteiro, mas a sua leveza não os faz roubar a cena às outras plantas:
Crie cenas campestres com um Miscanthus sinensis ‘Gracillimus’, acompanhado de Chrysanthemum Corinna, da romântica Alcalthaea ‘Parkallee’ de suaves tons champanhe, e da selvagem Verbascum ‘Southern Charm‘.
Em jardim contemporâneo ou se procura um visual mais moderno, aposte numa composição sóbria e jogue com os verdes: combine vários tufos de miscantos altos com bolas de buxo ou uma sebe baixa de alfeneiro ou de Pittosporum tenuifolium ‘Midget’ podada em forma ondulante, ou mesmo uma série de almofadas de Pittosporum tobira : o contraste de formas, texturas e o verde-escuro sobre o amarelo das inflorescências é de uma beleza extraordinária!
Para um canteiro exótico, ouse uma mistura de folhagens excecionais: Miscanthus sinensis ‘Gracillimus’ e o variegado Miscanthus sinensis ‘Strictus’ com o azulado de um Melianthus major, o verde-menta e castanho de um Phormium ‘Chocomint’, e o púrpura de Cannas ‘Durban’!

Uma cena moderna onde o verde é a estrela: Miscanthus ‘Strictus’ e Miscanthus sinensis ‘Malepartus’ juntam-se às formas esculpidas de buxo e às almofadas de Pittosporum ‘Tobira’
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Miscanto: plantar, cultivar e cuidarEm jardim natural
Numa zona de prado natural num grande jardim, miscantos bem escolhidos dão a impressão de sempre terem estado ali, e é mesmo isso que se procura nestes espaços livres e selvagens. Se os plantar na bordadura de um amplo caminho, formam um percurso suave, colorido e exuberante.
Misture variedades de folhagem fina que farfalha ao menor sopro de vento como ‘Gracillimus’, variedades um pouco desgrenhadas com porte aberto como Miscanthus nepalensis, altas e naturais como ‘Grosse Fontäne’, muito livres como ‘Yaku Jima’. Estas variedades trazem tonalidades de floração muito diferentes, do rosa ao púrpura. Associe-lhes algumas plantas perenes imponentes que lhes farão bela companhia: Ásteres, Sálvias-russas, Veronicastrums, Verbascos…
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Num jardim de inverno
Os miscantus são os candidatos ideais para se integrarem em composições de jardins de inverno, ou «Winter garden»: os seus colmos e inflorescências plumosas, que permanecem no lugar durante a estação fria, animam de forma primorosa uma cena invernal pelos seus tons que se tornaram de palha e pergamináceos. Tão poéticos quando estão polvilhados de geada, os Miscanthus ‘Silberfeder’, ‘Krater’ ou ‘Grosse Fontäne’ são suntuosos em zonas cuidadosamente concebidas para o inverno: associe alguns toques contrastantes com Cornus alba ‘Sibirica’ ou sanguinea de madeira decorativa que serão magnificamente valorizados, um Acer griseum com casca e silhueta esculturais, e um Hamamelis x intermedia ‘Diane’ com flores vermelhas. Algumas Stipa arundinacea e Pittosporum ‘Tom Thumb’ irão enriquecer ainda mais estes tons quentes. Um Chimonanthus praecox irá acompanhá-los com a sua delicada floração amarela no final do inverno. Por fim, um Pinus mugo ‘Winter Gold’ trará um belo brilho e luminosidade ao conjunto.

Miscanthus sinensis ‘Silberfeder’, Hamamelis ‘Diane’, Pittosporum ‘Tomb Thumb’, Acer griseum, Pinus mugo ‘Winter Gold’, Chimonanthus praecox et Cornus alba sanguinea
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Como escolher um miscanto?Em vasos
Algumas variedades de miscanto de tamanho médio ou que permanecem baixas podem perfeitamente ornamentar o terraço, em companhia de outros vasos. Basta manter um fio condutor para uma bela harmonia: ao selecionar as cultivares com folhas mais largas como Miscanthus sinensis ‘Cabaret’ ou ‘Cosmopolitan’, obtém-se um efeito exótico. Associados a um linho-da-Nova Zelândia, uma cordilina ou um Pennisetum setaceum ‘Rubrum’, alstroemérias e algumas cactáceas suficientemente rústicas como um Hesperaloe (o primo rústico dos agaves), este mini jardim de vasos não ficará a dever nada em termos de estilo e fará viajar!
Outro ambiente com variedades de folhagem ultrafina, como ‘Gracillimus’: é uma atmosfera mais delicada que se dará ao terraço com outros miscantos igualmente leves como ‘Arabesque’ e o magnífico ‘Purple Fall’, em companhia de vasos de Verbena bonariensis ‘Lollipop’, de agapantos ‘White Heaven’, e o violeta de uma Salvia nemorosa.

Cordyline australis ‘Torbay Dazzler, Hesperaloe parvifolia, Miscanthus ‘Cabaret’, Phormium ‘Pink Panther’, Alstroemeria ‘Inca Exotica’
Em jardim seco
Os miscantus adaptam-se a todos os solos, mesmo os mais secos. Aproveite para os instalar num espaço bem ensolarado que poderá completar com plantas frugais. Formarão então a estrutura de um pequeno jardim seco, onde dominarão algumas Euphorbia myrsinites, Hebe rakaiensis, artemísias, alfazemas e um pouco de alecrim rasteiro. Estas folhagens acinzentadas criarão um belo contraste com os colmos dourados.
Num jardim seco de estética mais contemporânea, pode associá-los a uma única conífera ereta (Cupressus sempervirens ‘Garda’) e a formas baixas em almofada, como festucas ou Carex, ou ainda um Pennisetum baixo: joga-se então com as formas e as cores, mais do que com as florações, para obter um visual gráfico.

Eufórbia-de-murta, Alecrim rasteiro, Miscanthus sinensis ‘Adagio’, Hebe rakaiensis, Cabelos-de-anjo
À beira-mar
Os miscanthos aceitam de bom grado o vento e a maresia, o que os predispõe para utilização em jardins à beira-mar: fazem maravilhas quando agitados pelo vento, conferindo ao jardim uma ondulação controlada e muita leveza. Opte por espécies que crescem bem em solo seco e arenoso: Miscanthus sinensis ‘Kleine Fontäne’ ou o variegado ‘Etincelle’. Plante-os em número significativo (pelo menos 3 ou 5) e associe-os a plantas bem adaptadas às condições de beira-mar, tolerantes ao sal: Phillyrea angustifolia, Olearias, Gauras, Giestas, Verónicas-arbustivas, Artemisia stelleriana ‘Boughton Silver’, Pinus mugo. Alguns cabelos-de-anjo garantirão uma ondulação dourada e etérea. Complete com uma ou três palmeiras-anãs para contrastar com a flexibilidade dos miscanthos, ou um Senecio mandraliscae, o resultado é surpreendente!

Miscanthus ‘Kleine Fontäne’, Hebe ‘Claret Crush’, Phillyrea angustifolia (Foto: G. van Noord), Genista tinctoria ‘Plena’, Senecio mandraliscae, Olearia solandri ‘Aurea’
Numa cena outonal
A magia dos miscantus revela-se quando o outono chega e eles se adornam com cores quentes e cambiantes, tanto ao nível da folhagem como das inflorescências. É uma particularidade desta gramínea que vale a pena explorar em composições outonais, com outras gramíneas e plantas perenes que embelezam o jardim antes do inverno.
Misture algumas variedades: ‘Graziella’ com folhagem acobreada e pendões então prateados, ‘Grosse Fontäne’ que se torna prateada, e ‘Morning Light’ com inflorescências vermelho-acobreado. Plante algumas molínias que se inflamam no outono. Os tons azulados, rosados a alaranjados dos Asters ‘Turbinellus’, margaridas de outono, anémonas-do-japão, sedum-vistoso, equináceas serão companheiros perfeitos, trazendo graça, leveza e suavidade a esta cena outonal.

Miscanthus ‘Grosse Fontäne’, Miscanthus ‘Graziella’, Sedum spectabile, Echinacea purpurea, Aster Turbinellus (Foto: Peganum)
Num jardim dedicado às gramíneas
A captar a luz como nenhuma outra planta, as gramíneas associadas entre si constituem jardins mágicos de uma graça e leveza sem igual. Esta tendência muito em voga é também possível num espaço delimitado do jardim, para quem não deseja dedicar todo o seu jardim às gramíneas. É obviamente uma opção de arranjo marcante quando se dedica um grande jardim de inspiração naturalista às gramíneas!
Os Miscanthus, pelas suas dimensões, integram-se muito bem com outras gramíneas do mesmo tamanho ou mais baixas, e entre diferentes variedades. Não hesite em inserir alguns arbustos persistentes estruturais rigorosamente podados, que vão contrastar maravilhosamente com o movimento das suas ervas selvagens (como no Jardin Plume), ou com algumas plantas perenes naturais, de grande porte, que vão valorizar as suas gramíneas. Miscanthus sinensis plantados em massa podem compor uma cena mágica, em redor de uma piscina ou de um terraço para um efeito quase contemporâneo. No seu arranjo, opte por 3 ou 5 espécies, por exemplo, de alturas diferentes, consoante o tamanho do seu jardim. Nos seus canteiros, integre com parcimónia plantas perenes altivas (verbascos, verbena de Buenos Aires, equináceas…) e plantas perenes em coxim (urzes, alfazemas…) para um jogo visual interessante, com por exemplo Miscanthus ‘Graziella’, ‘Adagio’ e ‘Gracillimus’. Misture alguns Panicum virgatum (‘Squaw’, ‘Heavy Metal’) e Calamagrostis Karl ‘Foerster’; uma associação limitada de variedades é preferível para uma bela harmonia.

O célebre Jardin Plume (Foto: A. Lambert)
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À beira de um tanque
Não é a utilização que ocorre imediatamente, pois o miscanto é frequentemente associado à seca e às composições naturais. Muitas cultivares provenientes de zonas pantanosas crescem de facto melhor em terreno fresco, ou mesmo húmido, o que alarga o seu campo de ação. Este terreno deve, no entanto, ser obrigatoriamente drenado. Plante um ou dois exemplares de Miscanthus sinensis ‘Purpurascens’ ou ‘Cabaret’, que servirão de elemento de destaque. Associe-os a plantas de terreno húmido mais leves: Persicárias, Schizostylis coccinea ‘Major’, Libértias, Salgueirinhas, e a outras mais estruturantes para animar as margens deste lago atípico: Darmera peltata, Zantedeschias (jarros).

Uma evocação de margem de rio nesta cena que associa: Schizostylis coccinea, Zantedeschias, Miscanthus sinensis ‘Purpurascens’, Libertias peregrinans e Darmeras peltata
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