Resumo
Estruturam o jardim e proporcionam a sombra tão procurada no verão. As árvores podem ser caducas ou persistentes, ter folhagem colorida ou ser floridas, mas existe uma variedade de escolha tão ampla nesta matéria que, quando chega o momento de fazer uma seleção, pode hesitar. Apresenta-se assim um breve panorama das melhores árvores para o jardim, com o seu interesse ao longo das estações: florações notáveis, folhagens e cascas decorativas ou frutos coloridos, acabará certamente por apaixonar-se por uma delas!
As árvores que anunciam a primavera
- Quando se pensa nas flores da primavera, a imagem das cerejeiras ornamentais surge imediatamente no espírito. São arbustos notáveis pela sua floração primaveril e pela sua casca decorativa. Com as suas dimensões reduzidas, o Prunus glandulosa ‘Rosea Plena’ é ideal para os pequenos jardins; verdadeiro embaixador da chegada da primavera, enche-se de uma profusão de bonitos pompons rosa-pastel em abril, enquanto o Prunus serrulata ‘Royal Burgundy’ forma uma árvore de hábito espalhado, com 5 metros de altura e 3 a 4 metros de largura. As suas flores são de cor rosa-púrpura e florescem de abril a maio: uma aparição mágica!
- Para assinalar a chegada dos dias bonitos em grande estilo, pense também na olaia (Cercis siliquastrum): flores rosa-violeta surgem nos seus ramos despidos no início da primavera, antes do aparecimento das folhas jovens.
- As magnólias também não ficam atrás, com as suas flores estreladas que não passam despercebidas: rosa-púrpura com o Magnolia ‘Andre Leroy’, bicolores e contrastadas, púrpura-violáceas e brancas, com o Magnolia ‘Black Beauty’ ou brancas puras, em grandes estrelas aos milhares, com a magnólia de Kobe. Esta última é também uma das poucas espécies que toleram o calcário. Terá muito por onde escolher!
- Experimente também o Cornus ‘Ascona’: originário da América do Norte, este corniso de flores forma uma pequena árvore notável pela sua floração primaveril, com grandes brácteas de um branco nacarado.
- O Crataegus monogyna, ou pilriteiro branco, é uma bela árvore espinhosa, de copa arredondada, que se cobre na primavera de flores brancas muito perfumadas, com estames rosa-claro. O pilriteiro Crataegus laevigata ‘Paul’s Scarlet’ enche-se, por sua vez, de numerosas flores dobradas rosa-escuro, seguidas de frutos vermelhos. Fáceis de cultivar e pouco exigentes, os pilriteiros adaptam-se bem a qualquer solo bem drenado, mesmo calcário, e aceitam exposições ensolaradas ou de meia-sombra.
- Por fim, bastante pouco conhecido e pouco plantado nos nossos jardins europeus, o Ptelea trifoliata, também conhecido como ulmeiro da Samaria, é uma espécie norte-americana com capacidades de adaptação bastante notáveis e com uma floração perfumada e melífera em abril. Parente do limoeiro, a sua folhagem caducifólia aromática adquire uma bela tonalidade amarelo-dourada no outono.

Prunus glandulosa ‘Rosea Plena’, Crataegus laevigata ‘Paul’s Scarle’, Cornus Ascona, Ptelea trifoliata, Cercis siliquastrum e magnólia de Kobe
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6 árvores bonitas durante todo o anoAs árvores incomparáveis no verão
- Com grandes folhas verde-claras de aspeto ligeiramente tropical, que servem de cenário à sua bela floração branca no verão, a Catalpa bignonioides, ou catalpa, é uma árvore caduca pouco exigente, perfeita para dar sombra a um terraço ou a uma área de jogos, protegendo esses espaços dos raios solares demasiado intensos, de outubro até ao início de maio. Adapta-se tanto a jardins médios como a jardins grandes e aprecia qualquer tipo de solo, desde que seja fresco, suficientemente profundo e bem drenado.
- Pequena árvore caduca de crescimento rápido, a Koelreuteria paniculata, ou árvore-da-chuva-dourada, tem muitos atributos: uma silhueta lindamente arredondada e uma floração estival abundante e de um amarelo brilhante, seguida de frutos curiosos em forma de lanternas cor-de-rosa, que permanecem durante muito tempo nos ramos. As suas folhas pinadas surgem de cor rosa-avermelhada, passando depois a verdes e, no outono, a amarelo-manteiga.
- Também chamadas árvores-da-seda, as albízias são pequenas árvores caducas, de folhagem fina e recortada, com hábito espalhado em forma de guarda-sol. A sua maravilhosa floração estival, com plumas sedosas cor-de-rosa, vermelhas ou brancas, é responsável por toda a sua reputação. Plante a Albizia julibrissin ‘Rosea’ com plumas cor-de-rosa intenso ou ‘Chocolate Fountain’, única pelo seu hábito pendente e pela sua folhagem cor de chocolate: serão magníficas no jardim durante toda a estação estival!
- Fácil de cultivar, pouco exigente quanto à natureza do solo e perfeitamente resistente à seca depois de bem estabelecida, a Chitalpa tashkentensis é uma pequena árvore caduca de crescimento rápido, com hábito mais ou menos espalhado e arbustivo. Produz no verão belos cachos de flores grandes, de cor rosa-clara, com a garganta estriada de amarelo, perfumadas e melíferas. Tão interessante numa sebe florida como isolada, para dar sombra ao terraço com toda a leveza, merece um lugar de destaque no jardim.
- As flores não são as únicas a conferir interesse estival às árvores. A Cornus controversa ‘Variegata’ é a prova mais evidente disso, pois a sua folhagem verde-clara, muito amplamente variegada de creme, é luminosa e decorativa! Reveste a sua silhueta muito elegante, com ramos dispostos em andares, e s

Catalpa bignonioides, Chitalpa tashkentensis, Cornus controversa ‘Variegata’, Koelreuteria paniculata e Albizia julibrissin ‘Rosea’
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As árvores com cores outonais brilhantes
- As bagas e a cor das folhas de outono são os trunfos das árvores que animam esta estação, e as sorveiras cumprem ambos os requisitos. As tramazeiras (Sorbus aucuparia) são muito interessantes pelos seus frutos que servem de alimento aos pássaros. Experimente o Sorbus ‘Wettra’, uma variedade de crescimento rápido, com um hábito ereto e bem regular. A sua floração em corimbos brancos surge em maio-junho e atrai as abelhas. As flores dão depois numerosos cachos de frutos vermelho-coral, com cerca de 1 cm de diâmetro e muito decorativos, que fazem as delícias dos pássaros, que deles se alimentam até perto do final do ano. No outono, a folhagem adquire uma bela coloração amarela a vermelho-alaranjada consoante as condições, contrastando bem com a casca cinzenta.
- Rústico, de manutenção fácil e bem adaptado aos ambientes urbanos, o Acer rubrum ‘Red Sunset’ é uma excelente variedade de bordo-vermelho. Vigoroso e de crescimento rápido, apresenta um belo hábito simétrico e a sua bela folhagem verde brilhante ganha uma magnífica tonalidade vermelha logo aos primeiros sinais de frio. Esta árvore de porte médio atinge cerca de 15 m de altura no nosso clima.
- O Ginkgo biloba ou ginkgo, exerce um verdadeiro fascínio quando se reveste da sua magnífica folhagem de outono, formada por mil pequenos leques de um amarelo-dourado brilhante. Forma uma árvore majestosa, muito rústica e muito resistente, pois é bem conhecido o facto de ter sido uma das poucas árvores a sobreviver à bomba que devastou Hiroxima em 1945. O ginkgo apresenta um crescimento bastante lento, sobretudo durante os primeiros anos. Quando atinge o pleno desenvolvimento, alcança em média 17 m de altura por 15 m de envergadura. A variedade ‘Autumn Gold’ é um clone macho, que não produz frutos (tóxicos e com um odor desagradável) e distingue-se pela sua magnífica folhagem de outono, de um amarelo dourado com reflexos alaranjados.
- A macieira-de-flor Malus ‘Royalty’ é uma das melhores variedades de macieira-de-flor de folhagem púrpura. Esta pequena árvore oferece não só uma floração vermelho-rubi, precoce, abundante e perfumada na primavera, como também a sua folhagem púrpura-escura se torna vermelha no outono. Depois, as suas pequenas maçãs vermelho-escuras semelhantes a cerejas persistem nos seus ramos até ao coração do inverno. Atraente durante todo o ano e, em particular, no outono, ficará magnífica como exemplar isolado!

Sorbus aucuparia, Acer rubrum ‘Red Sunset’, Ginkgo biloba e Malus ‘Royalty’
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7 árvores de folhagem invulgarAs árvores ornamentais em pleno inverno
- Na maioria das vezes, quando se pensa em árvores ornamentais no inverno, sente-se atração por aquelas que apresentam uma casca interessante. O Acer griseum, com a sua casca em camadas, de cor canela, que se exfolia com o passar dos anos, deve ser incluído entre as mais interessantes. Existem muitos outros bordos com cores e padrões ornamentais, como o Acer palmatum ‘Sangokaku’, com os seus caules de casca cor-de-rosa a vermelho-coral.
- A Prunus serrula ou cerejeira-do-Tibete é também um clássico, com o seu tronco e ramos da cor do mogno polido, assegurando uma nota de cor durante os invernos cinzentos. É uma pequena árvore caducifólia muito rústica, que também produz delicadas flores brancas na primavera.
- Com os seus troncos brancos e brilhantes, as bétulas nunca deixam de atrair a atenção durante o inverno. A Betula utilis var. jacquemontii ‘Doorenbos’ ou bétula-do-Himalaia é considerada por muitos a mais branca de todas, com a sua sublime casca branca pura em todas as estações. A Betula nigra, a bétula-do-rio, tem uma magnífica casca de cor canela, enquanto outras apresentam uma bela casca de cor creme, mas a parte inferior, quando se desprende, é de cor acobreada
- Com a sua floração amarela-viva, abundante e espetacular, de janeiro a março, o mimosa Acacia dealbata ‘Gaulois Astier’ é uma bonita árvore de pequeno porte, reservada para climas amenos. Rústico até -10°C num local abrigado, este mimosa enxertado possui todas as qualidades do mimosa de inverno, mas não apresenta a tendência para emitir rebentos a partir das raízes, nem o caráter invasor que, justamente, lhe é apontado. Planta-se preferentemente na primavera, em março ou abril, num local muito soalheiro e abrigado dos ventos fortes.
- O Melia azedarach é uma árvore caducifólia de porte médio, interessante não só pela sua floração estival, em panículas de flores perfumadas de cor malva-lilás, mas também pelos seus cachos de frutos amarelos, que permanecem ornamentais depois da queda das folhas durante todo o inverno. De crescimento rápido, pouco exigente quanto à natureza do solo, mesmo em solos áridos, e adaptada a qualquer exposição, é realmente uma árvore a descobrir e a plantar nos jardins das regiões onde a sua rusticidade média (até -12/-15°C) não será posta à prova.

Acer griseum, Prunus serrula, Betula utilis var. jacquemontii ‘Doorenbos, Acacia dealbata ‘Gaulois Astier’ e Melia azedarach
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